Sensor de temperatura do motor – CTS

Sensor de temperatura do motor

O que é? Como funciona? Qual a utilidade de um sensor de temperatura do motor? E o que acontece caso não funcione corretamente?

 

Sensor de temperatura “da água”

Muitos reparadores costuram chamar o CTS (siga em inglês, para Sensor de temperatura do fluido refrigerante) de Sensor de Temperatura da Água. Porém, independente da nomenclatura, a função é sempre a mesma: Medir a temperatura do motor para auxiliar a Central (ou UCE) quanto à medição da quantidade ideal de combustível a ser injetada na câmara de combustão.

Mas você deve estar se perguntando: O que diabos um sensor de temperatura pode fazer para ajudar na medição da quantidade de combustível?

Pois bem, o erro mais comum de muitas pessoas, inclusive de boa parte dos reparadores, é acreditar que o CTS não possui importância nenhuma. Em alguns casos, quando o eletroventilador responsável por auxiliar no processo de refrigeração do motor não aciona, o procedimento mais praticado é o desligamento do conector deste sensor. Mas ATENÇÃO, isso é errado, muito errado, e pode prejudicar o motor, catalisador, meio ambiente e, principalmente, o seu bolso.

A função, como é de se esperar, de um sensor de temperatura como este é informar à UCE a temperatura na qual o motor se encontra. Isso porque, quando o motor está frio (em temperaturas normalmente abaixo dos 80º C, ou mais, no caso dos veículos mais novos, que chegam aos 100º C), a Central, hipoteticamente falando, ordena que os bicos injetores adicionem mais combustível à câmara de combustão, para acelerar o processo de aquecimento do motor. Por isso, acabando com o mito, o recomendado é que se coloque o veículo em movimento (uma vez que o motor será acelerado) o mais rápido possível após a partida. Antes, os desinformados indicavam que o ideal era aguardar o motor aquecer sem acelerar.

Após o veículo atingir a faixa de temperatura ideal de trabalho (motor quente), a quantidade de combustível e o consequente tempo de injeção (momento em que o bico abre passagem para o combustível) diminuem, assegurando estabilidade na temperatura e diminuição do consumo.

Todavia, com o CTS desligado, é impossível que a UCE saiba a temperatura do motor, e assim, o tempo de injeção e a quantidade de combustível demandada pelo motor permanece alta constantemente, e mesmo que o motor já esteja com temperatura ideal de trabalho (já que a Central não sabe disso), o consumo não irá diminuir. Fora isso, a quantidade de produtos tóxicos emitidos pelo motor continuará grande, uma vez que com o motor frio, ou com excesso de combustível -no caso do motor quente-, a combustão não é eficiente. E com o carro bebendo mais, o resto é dinheiro!

Nunca permita que o responsável pela reparação do seu carro faça isso, pois, além do que foi explicado acima, existe um risco ainda maior, novamente, para o seu bolso.

Não é difícil que problemas mecânicos, seja com a bomba d’água, entupimentos, problemas de vedação e o próprio desgste natural do motor, provoquem superaquecimento. Este, se não for controlado, pode comprometer a lubrificação, “queimar” as juntas de vedação e, como pior das consequências, fundir o motor.

O CTS também é responsável por indicar, no painel de instrumentos do veículo, sinais de superaquecimento. Agora raciocine comigo: Com este sensor desligado, como você saberá que o veículo está superaquecido?

E com um motor fundido, – repito – o resto é dinheiro!

Abaixo, o modelo mais comum de CTS…

Sensor de temperatura do fluido refrigerante



Sobre o autor

Co-fundador e Admimistrador
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Nascido em Ibotirama-Bahia, é o Geekman do Monomania, curte automóveis, tecnologia e está sempre em busca de um bom livro para ler.